Como funciona a compensação de carbono, passo a passo

Guia · junho de 2026

A compensação de carbono parece simples — pagar para anular as suas emissões — mas acontece muita coisa entre um projeto e um crédito retirado. Eis o ciclo de vida completo, a distinção entre prevenção e remoção e porque preferimos falar em financiar a ação climática.

O ciclo de vida de uma compensação, passo a passo

Um crédito de carbono percorre um longo caminho. Um projeto — digamos, de reflorestação ou de biocarvão — é concebido segundo uma metodologia e depois auditado de forma independente. As reduções ou remoções verificadas são emitidas como créditos, um crédito por tonelada de CO₂e. Um comprador adquire créditos e retira-os, ou seja, são cancelados permanentemente para que mais ninguém possa reclamar a mesma tonelada.

Prevenção vs. remoção

Nem todos os créditos são iguais. Os créditos de prevenção evitam emissões que de outro modo ocorreriam — proteger uma floresta, substituir um fogão poluente. Os créditos de remoção retiram fisicamente o CO₂ do ar e armazenam-no, como o biocarvão ou a captura direta do ar. As remoções têm geralmente maior qualidade porque lidam com carbono já emitido — mas custam mais.

Porque dizemos «financiar a ação climática»

A palavra «compensação» sugere uma anulação limpa que o mercado raramente oferece. Preferimos que reduza primeiro as suas próprias emissões e depois financie ação climática verificada para o resto. Essa formulação é honesta sobre o que o seu dinheiro faz — veja a nossa abordagem.

Parte do panorama geral

Este guia faz parte da nossa análise mais aprofundada sobre a compensação de carbono e o que financiamos em vez disso.