Slow fashion – Como reduzir a pegada climática das compras de roupa
junho de 2026
A indústria da moda representa cerca de 10 % das emissões climáticas mundiais – o dobro da aviação. Ao usar e arranjar a roupa que tem, comprar de forma circular e escolher materiais amigos do clima, pode reduzir a pegada climática da sua roupa.

Sabia que a indústria da moda representa cerca de 10% das emissões climáticas totais do planeta? É o dobro do impacto do setor da aviação e só é ultrapassado pela indústria do petróleo.
Segundo a Agência Sueca de Proteção Ambiental, nós, suecos, compramos em média 13-14 kg de roupa por pessoa e por ano. Ao mesmo tempo, deitamos fora 7 kg. As empresas de moda desenvolveram ciclos de produção cada vez mais rápidos e eficientes e, à medida que o preço da roupa baixou, nós, consumidores, começámos cada vez mais a olhar para a roupa como um artigo “usar e deitar fora”. O que posso então fazer, enquanto consumidor, para reduzir a minha pegada climática associada à roupa?
1. Use, cuide e arranje a roupa que tem
A peça de roupa média é usada apenas dez vezes antes de ser deitada fora, o que impulsiona a procura de roupa nova. Como quase 80 por cento da pegada climática ocorre no fabrico das novas peças de roupa, a forma mais eficaz de reduzir a sua pegada climática é usar a roupa que já tem durante mais tempo, em vez de comprar nova. Cuidar e arranjar a roupa que tem é, portanto, inteligente tanto para a carteira como para o clima. Para quem não tem jeito para arranjar a sua própria roupa nem tem nenhum alfaiate na sua zona, podemos recomendar o repamera.se. Aí pode encomendar arranjos e ajustes de roupa, viva onde viver na Suécia.
2. Compre de forma circular
Quando precisar de complementar o seu guarda-roupa, pense se tem mesmo de comprar peças de roupa novas. Será que a peça se consegue arranjar em segunda mão? A roupa é uma categoria popular em sites como o Blocket, a Tradera, a Sellpy, a Myrorna e o Facebook Marketplace. As pessoas costumam ficar surpreendidas com a boa oferta e qualidade que afinal é possível encontrar em segunda mão. Os dias de troca de roupa são também uma boa iniciativa, cada vez mais popular. Pense também se chega sequer a precisar de ser dono da peça? Atualmente existem várias empresas que oferecem serviços nos quais, em vez disso, se aluga roupa.
3. Escolha materiais amigos do clima
Quando, apesar de tudo, precisar de comprar peças de roupa novas, tenha em conta que a escolha do material tem um grande impacto. O algodão e o poliéster são os materiais mais comuns no setor da moda. O algodão, infelizmente, exige imensos recursos para ser cultivado e processado. O poliéster não é melhor, já que é fabricado a partir de petróleo fóssil e causa grandes problemas com microplásticos. Uma alternativa amiga do clima é o bambu, a planta de crescimento mais rápido do mundo. Uma plantação de bambu produz anualmente dez vezes mais têxteis por hectare do que o algodão. O bambu não é colhido pela raiz, mas sim podado, o que contribui para manter o solo estável e fixa dióxido de carbono. O bambu não exige adubos químicos, pesticidas nem rega artificial, o que melhora ainda mais o seu benefício ambiental. Existem também outros materiais amigos do clima em ascensão, por exemplo o lyocell, que pode ser produzido a partir da floresta sueca. Outra alternativa é o cânhamo industrial de cultivo local, que pode ser usado, entre outras coisas, em roupa, cordas e sacos.
Por fim, é também importante lembrar que se deve escolher qualidade em vez de quantidade. Não é a quantidade de dinheiro que gasta, mas sim a quantidade de roupa que compra e a rapidez com que se gasta, que impulsiona o seu impacto climático.
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